LEIA O TEXTO PARA DISCUSSÃO EM SALA DE AULA: LITERATURA E LEITOR NA ERA DO HIPERTEXTO, de Regina Helena M. A. Corrêa
http://www.uff.br/cadernosdeletrasuff/32/artigo9.pdf
Hipertexto ...
Nas palavras de Pierre Lévy (1993, p. 33), um hipertexto é um conjunto de nós ligados por conexões. Os nós podem ser palavras, páginas, imagens, gráficos ou partes de gráficos, seqüências sonoras, documentos complexos que podem eles mesmos ser hipertextos. Os itens de informação não são ligados linearmente, como em uma corda com nós, mas cada um deles, ou a maioria, estende suas conexões em estrela, de modo reticular. Navegar em um hipertexto significa portanto desenhar um percurso em uma rede que pode ser tão complicada quanto possível. Porque cada nó pode, por sua vez, conter uma rede inteira.
O termo hipertexto foi cunhado por Theodore Nelson, em 1965, “para exprimir a idéia de escrita/leitura não linear em um sistema de informática” (LÉVY, 1993, p. 29). Tendo essa idéia em mente, Nelson criou o projeto Xanadu: “uma imensa rede acessível em tempo real contendo todos os tesouros literários e científicos do mundo, uma espécie de Biblioteca de Alexandria de nossos dias” (LÉVY, 1993, p. 29).
O conceito de hipertexto remete ao nosso modo de ler e de escrever. É uma forma de escrita possível através da máquina e que permite interação, mas também é possível na literatura impressa, pois permite a interconexão de idéias. Na história do texto existem muitos exemplos de hipertexto que conduzem o leitor a uma leitura não linear e única – que é um dos propósitos hipertextuais. Como afirma Filho e Pelegrino (1998, sp.), “todo texto escrito é um hipertexto”.
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