PLANO DE ENSINO
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS – C.C.H.
CURSO: Mestrado em Letras/Estudos Literários
DISCIPLINA: Leitura, Literatura e formação do leitor
PROFESSORA: Dra. Maria Generosa Ferreira Souto
Semestre:1º C/Horária Semanal:02h/a Dia da semana Ano Letivo:2010 créditos:02Quartas-feiras 2010
EMENTA
A disciplina postula explorar a formação do leitor a partir da reflexão teórica sobre práticas e possibilidades de leituras das diversas linguagens utilizadas para a construção do texto literário, da Idade Média à contemporaneidade. Explorar a formação do leitor a partir da reflexão teórica sobre práticas e possibilidades de leituras das diversas linguagens utilizadas no percurso da geração de sentido do texto literário. A partir da noção de sistema literário (proposta de Antonio Candido), pretende-se discutir as variadas formas de representação da cultura, da memória, da cidade, da água, da nação, da morte. Releituras contemporâneas da literatura nas mídias: charge, livro ilustrado, história em quadrinhos, videogame, cinema, televisão, computador, blog. Diálogo entre literatura e outros sistemas semióticos. Leitura das Poéticas literárias – oralidade, escrita e manifestações tecnológicas.
OBJETIVOS
• Propiciar aos alunos noções teóricas e práticas da leitura literária e sua especificidade; despertar o interesse e desenvolver estratégias de leitura que possibilitem uma melhor compreensão de idéias contribuindo para o desempenho de leituras literárias diversas da Idade Média à contemporaneidade.
• Explorar a formação do leitor a partir da reflexão teórica sobre práticas e possibilidades de leituras das diversas linguagens utilizadas para a construção do texto literário da Idade Média à contemporaneidade. A partir da noção de sistema literário (Candido), pretende-se discutir as variadas formas de representação do diálogo entre literatura e outros sistemas.
• Compreender a importância da leitura, o porquê dos atuais hábitos de leitura da população brasileira e ainda o que torna um texto importante do ponto de vista literário.
• Compreender a importância das várias leituras para compreensão de outros textos; perceber a necessidade de estabelecer objetivos, expectativas e estratégias para a leitura.
CONTEÚDO A SER MINISTRADO
• A Leitura e a formação do leitor;
• Relação dinâmica entre autor, obra e leitor; Tipos de leitores;
• Leitura, literatura e construção de identidade: a formação do leitor;
• Leitura – fundamentos / Estética literária
• Noções de estética literária – gêneros, autores e obras;
• Modalidades de leitura: superficial, analítica e crítica;
• Níveis de leitura – leitura sensorial e emocional;
• Leituras: os vários sistemas semióticos;
• O conhecimento prévio na leitura;
• Objetivos e expectativas de leitura;
• Concepções sobre o conceito de interpretação ao longo do século XX e na contemporaneidade.;
• Modos de construção da interpretação;
• Relações entre mímesis e interpretação;
• A interação do leitor com a ficção;
• A literatura e outras artes como mediação da identidade cultural;
• A visão dialética sobre a apropriação de valores ocidentais nas literaturas "periféricas" e na perspectiva do enfoque da alteridade;
• Leitura das Poéticas literárias – oralidade, escrita e manifestações tecnológicas;
• Releituras contemporâneas da literatura nas mídias: charge, livro ilustrado, história em quadrinhos, videogame, cinema, televisão, computador, blog;
• Diálogo entre literatura e outros sistemas semióticos;
• Leitura das Poéticas literárias – oralidade, escrita.
CRONOGRAMA
10 de março – 4h/a – Apresentação do Plano de Ensino; Apresentação de conteúdos - planejamento
Aula expositiva de nivelamento:
a) A especificidade da literatura;
b) Ler, escrever, interpretar o texto: práticas da Idade Média à Contemporaneidade.
c) Leitura do conto “A moça tecelã”, de Marina Colasanti.
17 de março – 4h/a : a) Conceitos de leitura;
b)História da leitura no mundo ocidental;
c) Percurso histórico.
d) Leitura do conto
.
24 de março – 4h/a : a) Leitura psicanalítica;
b) A narrativa literária: um jogo de espelhos.
c) Leitura do conto
31 de março – 4h/a : a) Literatura;
b) O autor;
c) O leitor: tipos de leitores;
d) O estilo.
e) Leitura do conto
14 de abril – 4h/a : a)As estruturas narrativas
b)A obra aberta;
c)Lector in fabula;
d) Os limites da interpretação;
e) Leitura do conto
28 de abril – 4h/a : a)A construção de personagens de ficção: literatura e personagem;
b)A personagem do romance;
c)A personagem no teatro;
d)A personagem cinematográfica.
e) Leitura do conto
12 de maio – 4h/a: a) Tipos de narradores(tradicional, copista, detetive, etc).
b) Sistema Literário, conforme Antônio Cândido;
c) Leitura do conto
19 de maio – 2h/a : Encerramento.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BELO, André. História & Livro e Leitura.Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
CHARTIER, Roger. História da leitura no mundo ocidental. Organização de Guglielmo Cavallo; tradução de Fúlvia M. L. Moretto, Guacira Marcondes Machado, José Antônio de Macedo Soares. São Paulo: Ática, 1998.
ECO, Umberto. Lector in fabula: a cooperação interpretativa nos textos narrativos. Tradução: Attilio Cancian. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2004.
ECO, Umberto. Os limites da interpretação. Tradução de Pérola da Carvalho. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2004.
JAUSS, Hans Robert. A literatura e o leitor: textos de estética da recepção; seleção, coordenação e tradução de Luiz Costa Lima. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
LAJOLO, M. e ZILBERMANN, R. A Formação da Leitura no Brasil. São Paulo: Ática, 1997.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
PRADO, Jason (org). A formação do leitor: pontos de vistas. Rio de Janeiro: Argus, 1999.
CHARTIER, Anne-Marie & HÉBRARD, Jean. Discursos sobre a leitura. Tradução de Osvaldo Biato e Sérgio Bath. São Paulo: Ática,1995.
LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Editora Ática, 2002.
BIBLIOGRAFIA SUPLEMENTAR
BORDINI, Maria da Glória; AGUIAR, Vera Teixeira de. Literatura: a formação do leitor: alternativas metodológicas. 2. ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1993.
BOSI, Alfredo (org.) Leitura de poesia. São Paulo: Ática, 1996.
CERTEAU, Michel de. A Invenção do Cotidiano. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1994.
CHARTIER, Roger. A ordem dos livros: leitores, autores e bibliotecas na Europa entre os séculos XIV e XVIII; tradução de Mary Del Priori. 2. ed. Brasília, DF: Ed. Universidade de Brasília, 1999.
COELHO, Nelly Novaes. O Ensino da literatura: comunicação e expressão. 3. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1974.
LAJOLO, Marisa. Usos e abusos da literatura na escola. Rio de Janeiro: globo, 1982.
LEITE, Lígia Chiappini Moraes. Invasão da catedral: literatura e ensino em debate. Porto Alegre: Mercado Alberto, 1983.
MANGUEL, Alberto. Os livros e os dias. Um ano de leituras prazerosas. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. 216p.
MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura. São Paulo: Cia das Letras, 1997.
NUNES, José Horta. Formação do Leitor Brasileiro – Imaginário da Leitura no Brasil Colonial. São Paulo, Campinas: UNICAMP, 1994.
ORLANDI, Eni Pulcinelli... [et al.]; Regina Zilberman & Ezequiel Theodoro da Silva, organizadores. Leitura: perspectivas interdisciplinares. 5. ed. São Paulo: Ática, 2000.
SILVA, Ezequiel Theodoro da. Leitura & realidade brasileira. 2. ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1985.
SILVA, Ezequiel Theodoro da. Leitura na escola e na biblioteca. Campinas, São Paulo: Papirus, 1986.
SILVA, Lílian Lopes Martins (org.). Entre leitores: alunos, professores. Campinas: Komedi, 2001.
ZILBERMAN, Regina. A Leitura e o Ensino da Literatura. São Paulo: Contexto, 1991.
ZILBERMAN, Regina. Leitura: história e sociedade. Série Idéias n.5. São Paulo: FDE, 1988.
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AMOR AO IMAGINÁRIO
ResponderExcluirO sonho de transpor as muralhas da universidade em busca do saber literário, faz-nos verdadeiros admiradores das escritas.
A magnífica arte de jogar com as palavras, permitindo-lhes os mais distintos sentidos é, na verdade, a maior recompensa que alguém pode encontrar em um texto.
Os textos considerados modermos, modernistas, até podemos dizer atualizados tanto na escrita, quanto no pensamento que acompanha a evolução da espécime humana, criam uma série incomensurável de viés. Quero crer que pensar, escrever ou apenas ler tornou-se uma atividade extremamente confortável, pois temos, graças à democracia literária, uma vasta gama de opções de leitura. Temos também a liberdade de expressar, pela escrita, nossos pensamentos.
Tanto em verso, quanto em prosa, a Literatura nos oferece condições de flutuar neste imaginário universo.
Deixo para os doutores o privilégio de apontar inúmeras citações que enriquecem e dão maior credibilidade ao texto escrito.
Preciso externar meu sentimento de gratidão àqueles que, de maneira bem profissional e apaixonada, nos proporcionam os mais nobres e inesquecíveis momentos ao deliciarmos tão valorosas produções.
Aprendi, já no primeiro contato com a Disciplina Leitura, Literatura e formação do leitor a valorizar os cânones e, especialmente, a entender que a escrita periférica é merecedora de nosso respeito e incentivo.
A incansável luta dos que, anonimamente, produzem Literatura, deve receber de todas as pessoas que se julgam estabilizadas nos mais diversos patamares sociais, o reconhecimento de que a ARTE DE BRINCAR COM AS PALAVRAS é, sem sombra de dúvida, um dom que DEUS ofereceu aos que permitem que o coração, a alma e o espírito sejam abertos aos mais profundos sentimentos arraigados no AMOR AO IMAGINÁRIO.
Dilson Veloso
Parabéns por sua intervenção! Parabéns por suas colocações tão acertadas e críticas em torno da literatura.
ResponderExcluirAbraço irmão,
Da Profa. Generosa Souto.